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Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
O silêncio morno, as vozes entrecortadas pelo rebentar das ondas, a areia fria e húmida nos pés, olha que ainda não fizeste a digestão, a mulher dos bolos, vestida de branco, bolinhos, a cara pintada de creme Nívea, põe o chapéu, olha o sol, as sardas a multiplicarem-se no rosto, os papagaios de papel a rasgarem a brisa morna, eu a cerrar os olhos e agora já é o caminho de gravilha, a bicicleta a descer a encosta, as pernas as roçarem as silvas, endireita o guiador, eles a gritarem, as amoras a tingirem o chapéu de napa branca, a casca dos pinhões a saltar debaixo da pedra de basalto, bate-lhes assim de lado para não os esmagares, os estorninhos no azul claro do céu. O silêncio, eu a cerrar os olhos, as memórias avulsas, e o Verão na ponta dos meus dedos.
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