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Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
Perdi a noção do tempo e nem me apercebi que já tinha escurecido. Acontecia-me o mesmo quando era miúda. Eu arregalava os olhos para que se habituasse à penumbra, antes que a minha mãe viesse acender a luz do quarto. Achava engraçado distinguir as coisas só pelo contorno cinzento. De dia as formas são sempre iguais na sua nitidez, e os olhos tornam-se preguiçosos por causa do óbvio. À noite não, porque o cinzento é exigente. Obriga-nos a ver mais. Dizem que os bastonetes, as células que nos fazem ver nos escuro, são muito mais sensíveis à luz do que os cones. Tem sentido. Ver no escuro não é para todos.
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