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Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
Pago a conta da água enquanto penso que isto da nossa existência é uma coisa trabalhosa, sem grande interesse para os outros. Guardo o porta-moedas dentro da carteira (afinal guardamos sempre qualquer coisa dentro de uma outra) e um homem de boina, segura-me a porta à saída. Agradeço-lhe e ele queixa-se do tempo, parece que voltou o Inverno, tiro as chaves do carro, dantes as estações eram certinhas. Sorrio-lhe. O passado tem essa coisa de ser previsível. Olhe que vem aí chuva, avisa-me. Vem sempre. E não faz mal. Se vier, estugo o passo. Gosto de contar com as minhas próprias pernas.
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