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Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
Ele era sindicalista e arrastava ligeiramente uma perna. Ela usava um decote generoso e ouvia sempre a mesma cassete de música francesa. Foi na Guiné, dizia-lhe, quando ela se debruçava por cima do balcão. E contava-lhe de novo a história da emboscada. E ela, suspirando, punha-lhe um dedal de aguardente na bica sem que o patrão visse. Um dia, ele pegou-lhe na mão e olhando-lhe os peitos, disse, és bonita. Ela baixou os olhos, corou e respondeu, obrigada. Nessa tarde, na pensão Luanda, depois de desapertar os colchetes, ela cruzou os braços sobre o peito e disse, tenho uma coisa para te contar. Por dentro do soutien ponho algodão em rama. Ele dobrou cuidadosamente as calças, não faz mal, nunca estive na Guiné, foi a poliomielite que me deixou assim.
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