Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]
Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
Hoje de manhã, no café, havia um silêncio quase absoluto, quebrado apenas pela mulher, de cabelo ralo, que lamentou não lhe ter saído nada na raspadinha. O silêncio era tal que me chamou a atenção o som do vento na cortina de fitas. E a sombra riscada que fazia no chão. Algumas das cozinhas da minha infância tinham cortinas de fitas e degraus de pedra que cheiravam a sabão. Lá dentro havia penumbra, para que o sol da tarde não aquecesse a casa. Cá fora havia um tanque, que às vezes era só um alguidar, onde brincávamos com a água. E a minha prima cantava em surdina sempre a mesma canção sem palavras.
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.