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Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
Os objectos também têm virtudes. A capacidade de despoletar uma memória, por exemplo. Quem nos deu, quando comprámos, porque é que gostámos dele. Seja um pote mal-amanhado, uma fotografia onde estamos com cara de parvos, um livro que nos marcou e ao qual retornamos ciclicamente, um vestido do qual, apesar de já não nos servir, não nos conseguimos desfazer, porque a noite em que o usamos foi uma noite para sempre. Os objectos são uma espécie de expansão de memória, mesmo que só nos lembremos de tempos a tempos e de maneira tão diferente quão diferentes ficámos entretanto. Os objectos, desde que não sejam tralha (e muito menos lastro), também são a nossa história. E cada qual tem de encontrar o seu método de arrumação. A força da nossa história, que é única, talvez seja proporcional (por vezes inversamente) à massa que trazemos. Só a gravidade é constante para todos.
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