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Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
A proposta da Joana Amaral Dias é estúpida, aberrante e facilitista. Mas acima de tudo custa-me que tenha sido uma mulher a propô-la. Custa-me, mas não me espanta. Muita da descriminação que sofri na pele nos meus 43 anos de existência foi feita por outras mulheres. Muitas das vezes em que me chamaram histérica por ser feminista foram outras mulheres que o fizeram. Os avisos “cuidado com a fama”, por causa dos namorados, foram outras mulheres que o fizeram. Por isso, custa-me, mas não me surpreende. Assim como me custa ver, por essas caixas de comentários, outras mulheres (sim, outras mulheres) chamarem “loura burra” e "cabra" e outras coisas piores à Joana Amaral Dias. Se gosto da Joana Amaral Dias como política? Não. Se me identifico com as politicas que defende? Não. Assim como não me identifico com uma série de homens que anda para aí a fazer peso à terra no que diz respeito à vida politica. A Joana Amaral Dias fez uma proposta sem classificação possível, é verdade. Mas já agora, caras mulheres que lhe chamam "loura burra" e cabra, quando é foi a última vez que participaram num acto cívico ou político? Sim, é isso, também devo ser uma cabra.
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