Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]
Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
Há muitos anos, a propósito dos meus quilos a mais de adolescente, alguém disse-me, “também, és incapaz de fazer um sacrifício para ficares melhor”. Lembro-me frequentemente desta frase, pois os anos passaram, os quilos foram, mas a tal atitude manteve-se. Sou avessa a dietas (quem me conhece sabe que sou capaz de viver de chocolate, batatas fritas e manteiga de amendoim até o fígado ficar moribundo), tenho uns meros 60 minutos de validade no cabeleireiro, passados os quais começo com vontade de rebolar pelo chão, não pinto as unhas, maquilho-me, mas sem grandes cenas, gosto de roupa, mas desde que não demore a escolher, gostava de saltos até as costas começarem a acusar 45 anos de má postura e balda generalizada, trato da pele e faço algum exercício, desde que isso não me obrigue a acordar mais cedo (que, isso sim, faz um mal horrível às pessoas) ou não me dê muito trabalho. Tenho por isso uma imensa admiração por aquelas pessoas empenhadas e dedicadas em estar sempre no seu melhor, impecáveis até ao dia em que se finam e que para isso não se importam de sofrer e aguentar estoicamente as provações que as levarão ao paraíso da beleza. Já eu certamente terei como epitáfio: Aqui jaz Cristina. Que nunca levou a mal, mas também nunca percebeu porque é que a beleza era fundamental.
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.