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Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
Há um homem que cambaleia, tropeça no lancil do passeio, quase cai. Mas não é isso que me chama a atenção e me faz olhar pela janela do carro. Nem o rosto contraído pela embriaguez, nem a camisa meia fora das calças, nem a camisola rosa forte da miúda que o ampara para que não caia, nem o cabelo frisado e crespo que lhe sai indisciplinado do rabo de cavalo, nem o facto dela parecer ter a idade da minha filha. É a naturalidade do gesto dela. Sem vergonha, nem outro constrangimento. Como se crescer do avesso e evitar que o pai caia na valeta seja o sentido natural das coisas.
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