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Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
A mulher no café, que há sempre uma mulher no café, mesmo nos cafés vazios, pede ao empregado para lhe deitar bagaço na bica, enquanto devolve o pacote de açúcar. Reparo que a conheço de vista, coisa da qual só me apercebi neste momento, por ela ter pedido bagaço na bica. A partir de agora, quando me cruzar de novo com ela na rua, vou lembrar-me dela. Vais ser a mulher que pediu bagaço na bica. A estranheza de alguns hábitos faz parte do nosso instinto de sobrevivência, uma pigmentação diferente na nossa plumagem, que nos distingue dos outros. Para darem por nós. Uma espécie de prova de vida da nossa existência. Tem de ser sempre feita por terceiros.
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