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Pensamento sem qualquer rasgo literário

por Cristina Nobre Soares, em 27.04.15

Hoje  perguntaram-me como é que eu me cobrava nisto da escrita. Respondi que me cobrava à hora. Pelo mesmo valor e forma com que me cobrava no tempo em que era engenheira.  Mas não seria melhor cobrares-te por palavra? Disse que não.  Que valor terão aquelas palavras que apago e que  por serem apagadas tornarão o texto melhor? Que valor terá esse desapego?  E penso que isto de tentar viver da escrita é uma maçada. Tão grande, que é melhor ir ali escrever qualquer coisinha com menos de cem palavras para espairecer. Manias.

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