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Em linha recta

Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

Em linha recta

Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

Pelo motivo certo

Cristina Nobre Soares, 19.03.19

Este fim-de-semana encontrei o meu certificado da licenciatura. Pelo meio também desencantei o certificado da parte curricular do mestrado que frequentei no Técnico, cuja tese nunca cheguei fazer: Este ultimo certificado serviu para me lembrar que tive uma grande nota a Sistemas Periciais, com um trabalho marado que juntava fogos florestais e método dos casos.E fiquei a pensar o quão fácil é mostrar o meu currículo com estes certificados e estas notas e puxar dos galões. E quão mais difícil é mostrar um currículo feito a estudar e a trabalhar sozinha, cujo único certificado são os clientes que te vão recomendado, passando a palavra. Às vezes, penso em voltar a estudar, em inscrever-me num curso, só para ter um papel destes, relativo à minha nova vida. Um carimbo, um selo. Mas depois passa-me. Hei-de voltar a estudar, sim, mas lá para depois dos sessenta, a tirar uma coisa estupidamente improvável, como antropologia ou sociologia, que só tenha como serventia fazer-me aprender algo que sempre quis e que, por isso, me fará sentir uma pessoa melhor. Vou ser a aluna mais velha da sala, cheia de cabelos brancos, completamente às aranhas (ainda mais do que agora, se é que é possível) a meter-me nas conversas da malta nova, como a Alda e o “Colega” faziam quando eu andava na universidade. Hei-de voltar a estudar, sim, tenho a certeza. Mas pelo motivo certo.

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