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Em linha recta

Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

Em linha recta

Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

Páscoa

Cristina Nobre Soares, 27.03.18

As amêndoas de açúcar mole que se derretiam na boca, os ovos de chocolate comprados no "Ouro verde", não comas tantos doces, olha os dentes, o meu pai a alisar as pratas coloridas que se guardavam depois entre os "napperons" e os guardanapos, na primeira gaveta do móvel da casa da jantar, a contar da sala, tem de ser com a parte de trás da unha para não rasgar, mas as minhas rasgavam-se sempre. A professora Conchita a dizer que na Sexta-feira Santa chovia sempre porque era o céu a chorar por Jesus, eu a perguntar à minha mãe se o fiambre do pão contava como carne, podes comer, que ainda não tens idade para Deus se zangar contigo e os sinos que o João Villaret dizia tocarem, mas que nunca se ouviam no meu bairro, só havia procissão dentro do gira-discos do meu pai.

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