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Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
Nasci 2 meses antes do 25 de Abril de 1974, numa ex-colónia. Não vivi a revolução, muito menos o antes que levou à revolução. As memórias que tenho, como muita coisa na minha vida, são de ouvir contar. Não é a mesma coisa do quem viveu. Pois não. É muito diferente. Cresci a ouvir muitas versões, muitas paixões e muitos ressentimentos diferentes sobre a mesma realidade. Cresci também a perceber que há coisas que demoram a ser faladas e que provavelmente nunca serão faladas em vida de quem as viveu. Mas aprendi a dar valor a uma coisa que sempre tive como garantida, a liberdade. E a democracia. O meu 25 de Abril é isso: gratidão. Que não precisa de ser uma memória, porque gratidão é ser para sempre.
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