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Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
Enquanto esperávamos por um amigo que se atrasara, chegou uma rapariga para abrir a loja do outro lado da rua. Uma rapariga jeitosa, de rosto bonito, bem maquilhado. Trazia uma saia comprida com uma racha de cada lado. Quando se acocorou para destrancar a persiana, a saia resvalou e mostrou duas belas pernas. Um dos homens que estava comigo, esticou o pescoço para poder ver melhor. Eu olhei-o de esguelha. O que queres? Sou homem, disse-me com alguma irritação, provavelmente por ter sido desmascarado. Sou homem, repetiu. Achei-o tremendamente ridículo, não por ter olhado paras as pernas da rapariga, mas pelo transpirar de pecador estagiário, que lhe manchava a decência por debaixo dos sovacos. As mãos também deviam estar suadas. Imaginei-o a limpá-las à pressa, nas pernas das calças, antes de entrar em casa e de tocar na santa mãe dos seus filhos. À noite, publicou no perfil uma fotografia de família, a posarem numas férias em Albufeira. Deixei um coração como comentário.
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