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Em linha recta

Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

Em linha recta

Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

Par de pernas

Cristina Nobre Soares, 20.04.18

Enquanto esperávamos por um amigo que se atrasara, chegou uma rapariga para abrir a loja do outro lado da rua. Uma rapariga jeitosa, de rosto bonito, bem maquilhado. Trazia uma saia comprida com uma racha de cada lado. Quando se acocorou para destrancar a persiana, a saia resvalou e mostrou duas belas pernas. Um dos homens que estava comigo, esticou o pescoço para poder ver melhor. Eu olhei-o de esguelha. O que queres? Sou homem, disse-me com alguma irritação, provavelmente por ter sido desmascarado. Sou homem, repetiu. Achei-o tremendamente ridículo, não por ter olhado paras as pernas da rapariga, mas pelo transpirar de pecador estagiário, que lhe manchava a decência por debaixo dos sovacos. As mãos também deviam estar suadas. Imaginei-o a limpá-las à pressa, nas pernas das calças, antes de entrar em casa e de tocar na santa mãe dos seus filhos. À noite, publicou no perfil uma fotografia de família, a posarem numas férias em Albufeira. Deixei um coração como comentário.

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