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Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
Eu teria uns treze anos quando a minha mãe decidiu que eu já tinha idade para ler os livros da estante grande. Eu pedi-lhe os Filhos da droga, da Christiane F. Nem pensar, isso não é para a tua idade. E nessa noite, para evitar mais insistências deixou-me uma série de livros em cima da cómoda do quarto, estes são bons para ti. Terra Bendita da Pearl Buck , Clarisse do Érico Verissimo e as Pupilas do Senhor Reitor do Júlio Dinis , eram alguns dessa pilha. Eu, a medo, escolhi o mais fino. Uma história sobre a luta até ao limite, entre um velho e um peixe. Ensinou-me, com a crueza que lhe caracteriza a escrita, a beleza da persistência, do nunca desistir. Volta e meia regresso-lhe. Hoje provavelmente será um desses dias. Obviamente que acabei por ler os Filhos da droga às escondidas.
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