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Em linha recta

Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

Em linha recta

Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

O português também fica sempre bem (este blogue também fala sobre o Festival da Canção)

Cristina Nobre Soares, 21.02.17

Não ligo nenhuma ao Festival da Canção. Pelo menos desde 1982, ano em que as Doce ganharam com o "Bem Bom" e era moda brincar às Doce na primária. Diz que este ano resolveram lavar a cara ao "certame" (palavrinha que adoro), e com isso, obviamente, lá vieram as bocas e indignações nas redes sociais. Parece que uma das maiores anda à volta desta canção. Dizem que não é festivaleira, que é o termo técnico para azeiteira. Não vou comentar a canção, que até gosto, sem morrer de amores por ela. Porque o que eu gostei realmente nela e de que ninguém fala, foi esta canção ter uma letra decente. Uma letra sem rimas forçadas do género "dei-te o meu coração naquele Verão" ou que não mete à martelada palavras como "adequado" num sitio onde só cabe uma sílaba, só porque rima com "passado". Ou daquelas que são cantadas em inglês para ver se disfarça a letra de feira. Lá diz a Manuela Azevedo: " a língua inglesa soa sempre bem." Não é Ary dos Santos, mas é uma letra que dá gosto ouvir. As palavras, nas canções, também têm de ter harmonia ( e sentido, já agora). Esta canção cumpre isso. Não arranha. E mostra que o português, quando bem usado e cantado, também fica sempre bem.

 

 

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