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Em linha recta

Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

Em linha recta

Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

O pai-Estado

Cristina Nobre Soares, 25.08.17

Somos o país da intervenção estatal, da legislação. Se usam mal os pesticidas na agricultura, faz-se uma lei para não haver abusos. Se na restauração a rebaldaria é total em termos de higiene, faz-se uma lei para limparem o estabelecimento. Se continua a não haver respeito por quem tem deficiência, fazem-se leis para obrigar a respeitá-los. Se os partidos políticos continuam a ignorar o mérito das mulheres que neles participam, cria-se uma lei de quotas. Claro que têm de haver leis reguladoras. Acredito que o Estado tem a obrigação de proteger os seus cidadãos, daí muitas vezes achar que estas leis são um mal necessário para que a sociedade evolua, avance. Mas não deixo de ficar apreensiva a pensar que não há maneira de nos tornarmos um país crescidinho, capaz de distinguir o certo do errado sem a mãozinha castigadora do pai-estado. Um país onde, por exemplo, livros sexistas simplesmente não vendam, ou nem sequer faça sentido que sejam publicados, porque os pais sabem que comprá-los só perpetua a descriminação a que são sujeitas as suas filhas. Um país onde não tivesse de haver um “ralhete” do estado a uma editora para retirar uma edição cretina e dessa forma ensinar os seus cidadãos o que comprar e como educar os seus filhos. Isso sim seria um país crescidinho.

(E escusam de vir com tangas e calhoadas para os comentários, porque se há mulher que luta contra a discriminação de género e sem ser só nas redes sociais, mesmo a dar o litro e a cara na vida real, sou eu.)

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