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Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
Em muitos dos largos das aldeias do Oeste, por vezes, o protagonista é um grande eucalipto de tronco imenso, que só dois ou três homens conseguem abraçar, lembrando que já está ali há muitas, muitas, décadas. Tantas que até os mais antigos têm memórias dele.
Por debaixo da sua imensa copa, que enche o largo com o cheiro mentolado nos dias muito quentes, há sempre um banco onde os velhos se sentam para fugir do sol. Onde as crianças brincam, enquanto os pais se demoram à saída da missa. É um estrangeiro amado, estimado por todos. Faz parte da comunidade. Muito diferente daqueles estrangeiros largados em massa por esses terrenos que já ninguém quer, tantas vezes esquecidos, desprezados, a lutarem entre si por um miserável bocadinho de sol. São culpados fáceis numa terra que não é a deles. Pena que não nos lembremos que o que não tem pertença arde mais facilmente.
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