Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]


Niki Lauda

por Cristina Nobre Soares, em 21.05.19

O meu irmão era um grande fã de Formula 1. O que significava que apanhava uma estucha monumental em muitos Domingos à tarde, onde o único som que se ouvia na sala era aquele zumbido irritante durante horas. Mas, como só havia dois canais, uma pessoa via tudo e por isso a Formula 1 (a par com o rock progressivo) também fez parte da minha infância e parte da minha adolescência. Deu para definir os preferidos (gostava muito do Alain Prost, talvez por ter um certo ar de Brian May de cabelo curto e só para contrariar o facto de toda a gente ser fã do Ayrton Senna). Deu também para aprender o nome das equipas, os nomes dos circuitos (e quais os mais tramados), o que significavam os tempos das provas, as demoras na box, etc., etc. O que eu não sabia é que esta cultura de algibeira, obtida naquele calvário automobilístico dos Domingos à tarde, me haveria, anos mais tarde, de me dar uma grande vantagem evolutiva no que diz respeito a meter conversa (e não só) com rapazes. Uma pessoa tinha de fazer pela vida e Darwin não falha.

(Do Niki Lauda lembro-me de se falar da história do acidente, no qual quase morrera e cuja história muito me impressionava. Li no outro dia que há uma personagem na Guerra dos Tronos que enfrenta a morte dizendo “Ainda não é hoje”. Deve ter sido o que o Niki Lauda disse, quando ficou preso no carro incendiado. Até ser hoje. Adeus Niki.)

Autoria e outros dados (tags, etc)


3 comentários

Imagem de perfil

De Cláudia Ventura a 21.05.2019 às 12:07

Quando eu era adolescente a formula 1 fazia parte da minha rotina sazonal. Adorava ver aqueles carros em alta velocidade e arrepiava-me de cada vez que havia um acidente. Também me lembro do acidente do Nikki Lauda assim como o do Ayrton Senna que teve um resultado muito pior... Enfim, agora já não ligo mas na altura era um must!!!
Imagem de perfil

De MJP a 21.05.2019 às 12:13

Olá Cristina!
Ler o seu texto... fez-me recuar no tempo (até à minha infância/adolescência)...
Aprendi a gostar de F1 por "contágio" de um grande amigo...
Assisti, em directo, ao acidente que vitimou o Ayrton Sena (então, com 17 anos) e... não mais voltei a ver qualquer transmissão de F1...
Perfil Facebook

De Napoleão Bonaparte a 22.05.2019 às 12:40

"O que eu não sabia é que esta cultura de algibeira, obtida naquele calvário automobilístico dos Domingos à tarde..."
Desculpe minha Srª, mas a F1 também é cultura. Será que só entende como cultura a alienação ao futebol, de que também gosto, mas que só vejo por TV para não aturar os frustrados dos adeptos.
Existe por um jet 0 que desporto de cultura é a penas o ténis e o golfe, talvez por ser só praticado por elites de meia tigela.
A cutura não fica só pela arte, pela literatura, hábitos e costumes dos povos, pelas religiões, moral, antropologia, etc., mas um todo que foi e é o conhecimento do ser humano que se encontram nas metamemórias.

Bom dia e começa a ver fórmula 1, que é um descanso para os olhos e para a alma.


Comentar post



Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.


Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D

GA



google-site-verification: googledeb34756365df053.html