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Em linha recta

Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

Em linha recta

Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

Não digam asneiras

Cristina Nobre Soares, 11.10.18

Nos últimos dias, tenho descoberto que para muitos homens e mulheres só a violação ( e de preferência daquela que deixa a mulher escavacada, que é para não haver dúvidas) é que merece ser discutida. Uma pessoa ser apalpada, perseguida, ouvir bocas porcas, ser assediada por alguém hierarquicamente superior, ser trancada numa sala, nem sequer é assunto, pois não havendo consumação, pode ser apenas fruto da imaginação de uma gaja mal comida. Uma pessoa ter medo de andar sozinha na rua, andar com as chaves do carro ou de casa na mão para ser mais rápido, decorar matriculas de táxis, fingir que fala ao telemóvel, fingir-se de burra, que não percebeu a boca ou avanço, pensar duas ( ou três ou quatro) no que deve ou não deve vestir, aprender a desviar-se quando alguém a aperta no autocarro, ou ainda ser ameaçada se devolve a apalpadela com um encontrão, isso é tudo neurose. Sim, daquela neurose que passa com uma bem dada.
Detesto a apologia da “coitadinha” que anda para aí misturada na luta pela igualdade, e dá-me nervos a confusão puritana que se faz entre assédio e sedução, mas, por favor, se não têm inteligência para perceber que o quanto estas coisas podem e limitam a vida de uma pessoa, o quanto isto marca, amargura, dói, façam um favor: estejam calados. Não custa nada. Aliás, se fossem mulheres (e infelizmente muitas destas almas "iluminadas" são mulheres) sabiam como o fazer com facilidade,que é coisa que uma gaja aprende desde pequenina: a ficar calada. Afinal, “faz parte”, pois uma mulher decente e bem comida “não tem ouvidos” e “uma senhora não anda a falar para aí das vergonhas que lhe acontecem”. 
Por isso façam um favor à humanidade e não digam asneiras.

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