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Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
Há um grupo de homens no topo do balcão, a beberem cerveja ruidosamente. Lembro-me do café que havia em frente à escola onde comprávamos rebuçados, já meio derretidos no papel, e pastilhas elásticas, que enfiávamos aos pares na boca para tentar fazer balões maiores. Nesse balcão, ao fundo, na penumbra do café, às vezes sentavam-se os homens das obras a beber cerveja. A dona do café mandava-os falar baixo por causa dos palavrões, olhem as crianças, dizia enquanto punha a mão dentro dos potes dos rebuçados. Eles obedeciam e curvavam-se no topo do balcão, como se dessa forma se tornassem invisíveis. E penso, enquanto como o pão com manteiga, que isto agora ficaria bem com uma conclusão rasgada sobre sermos uma simples repetição de memórias. Mas não me ocorre nada e o pão está mal cozido.
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