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Em linha recta

Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

Em linha recta

Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

Ir a tempo

Cristina Nobre Soares, 16.03.19

Devo ter visto o pai da Patrícia umas duas ou três vezes. Vinha às festas de anos, mas ficava à porta. Quem o recebia era a avó da Patrícia, que a chamava, Patricinha tens aqui o pai. A mãe da Patrícia ia fumar para a marquise e a madrasta ficava no carro. Só o pai e os irmãos pequenos é que apareciam. A avó convidava-o por cortesia a ficar para o apagar das velas e ele por cortesia recusava e dizia para a filha, depois apagas as velas em casa do pai. 
A madrasta da Patrícia foi a minha professora de matemática do 12º ano. Graças a ela safei-me na prova específica. Um dia, chamou-me no fim da aula e perguntou-me, porque é que não foste para humanísticas? Respondi-lhe que também gostava de ciências, que tinha melhores saídas profissionais. E depois suspirei e disse, e já não vou a tempo de mudar. E ela disse-me, és tão novinha e vamos sempre a tempo de ser felizes. E eu quis dizer-lhe que sabia quem ela era, que a vira uma vez da janela do quarto da avó da Patrícia, dentro do carro a fumar um cigarro, talvez da mesma marca do que a mãe da Patrícia fumava na marquise. As duas à espera de irem a tempo de ser felizes

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