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Em linha recta

Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

Em linha recta

Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

Inveja

Cristina Nobre Soares, 17.04.18

Dou uma vista de olhos à matéria que a minha filha precisa de estudar para o teste de físico-química. Está a dar o som e o fenómeno ondulatório. Diz-me que é uma grande seca. Não é nada, digo-lhe eu. E conto-lhe a história da recuperação da gravação de um concerto de Brahms, cujo único vinil existente estava danificado. E que essa recuperação só foi possível graças a esta parte da física. Caso contrário teria ficado irremediavelmente perdido e ninguém o ouviria. A minha filha pergunta-me como sei esta história e respondo-lhe que a ouvi numa apresentação de trabalho do mestrado. Todos nós tínhamos levado apresentações muito armadas aos cágados, mas sem interessezinho nenhum. Então, foi a vez de um rapaz, que até aí tinha sido transparente, que levou um vinil, um gira-discos, daqueles portáteis que se viam nos anos 80 e um pedaço de giz. Pôs o disco a tocar e começou a apresentação assim: "Se não fosse a física, não estaríamos a ouvir isto." Depois, enquanto contava a história da recuperação desenhou um gráfico e escreveu umas equações no quadro. O arranhar do giz fez-me pele de galinha. Ou foi isso ou a inveja. Tanta inveja que eu tive dele.

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