Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Em linha recta

Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

Em linha recta

Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

Hábitos

Cristina Nobre Soares, 27.10.17

No outro dia, uma pessoa disse-me, logo de manhã, enquanto bebo café vou sempre ao teu perfil ver se escreveste alguma coisa. Já é um hábito, disse-me. Estranhei. É sempre bom saber que há pelo menos uma pessoa que nos lê. Aliás, e não me lixem, é por isso que publicamos coisas por aqui: para nos lerem. Quem disser o contrário ou não percebeu a ideia disto ou está armado em indiferente. Ah, e tal eu sou muito superior, muito desprendido das tentações do ego, não quero saber dos feeds para nada, nem quem me leu ou deixa de ler. Tretas. Não foi o facto da pessoa ter dito que me lia que eu estranhei, isso deu-me gosto, fico feliz por isso, mesmo muito. Foi o facto de eu ser um hábito. Um hábito na vida de uma pessoa que mal conheço. Fazer parte da rotina de alguém que me limito a cumprimentar quando a encontro, olá, estás boa? Sim, tudo bem e a conversa fica por aí. Nem sei bem o que essa pessoa faz, como é a vida dela. E no entanto, eu estou com ela todos dias, enquanto bebe café. Estou com ela sem que ela esteja comigo. É estranho. Mas não lhe disse. Agradeci e perguntei, e estás boa? Ela respondeu que sim, está tudo bem e cada uma foi à sua vida.

2 comentários

Comentar post