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Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
Leio que os 12 miúdos tailandeses e o treinador já estão a salvo. Ainda bem. Precisamos destas pequenas boas notícias, destes pedacinhos de humanidade para nos nortear. Que não nos iludamos, são os quase nadas que dão sentido à vidinha, que nos fazem compadecer e aproximar do que nos é estranho. A propósito dos miúdos tailandeses falei à minha filha sobre o episódio dos mineiros chilenos, ela ainda era muito pequena para se lembrar. Pediu-me que lhe contasse o que tinha acontecido e percebi que não me lembrava de quase nada. Mas contei-lhe a história do mineiro que tinha duas mulheres e que, quando ele foi resgatado, estavam cá fora as duas à espera, para ajustar contas. A minha filha riu-se, coitado, deve ter ficado com vontade de voltar para a mina. A esperança é, sem dúvida, uma criatura com um tremendo sentido de humor. Temo pelo dia em deixemos de saber rir.
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