por Cristina Nobre Soares, em 26.05.16
Os feriados de sol são dias que pouco têm que se escreva. Tirando a preguiça dos corpos, o morno das conversas dos outros, talvez o mar, sempre o mar, mas só para quem insista em ser marginal, as trivialidades à mesa, o rosto sobre as mãos, a pensar sabe-se lá em quê, o sol a semicerrar-nos os olhos, as janelas que se espreitam do lado de fora, nada mais têm de relevante, estes dias. Talvez por isso, as páginas em branco também sejam poesia.
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