Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]
Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
Enquanto esperava pela minha filha, no carro, passou o “It must have been love” dos Roxette, na M80. Lembrei-me da Elizabete que foi ao cinema ver o filme, dizia ela, quatro vezes. O que queres? Sou uma romântica, afirmava, de olhos semicerrados, enquanto travava o fumo. A Elizabete já tinha ido para a cama com muitos rapazes, tinha experiência, explicava-nos uma série de coisas que nós nem sonhávamos que se faziam. Comprava preservativos a horas mortas na farmácia, quando sabia estar lá apenas a estagiária. Sou uma romântica, e por causa da Julia Roberts dizia que tinha deixado de dar beijos na boca, só vou dar beijos na boca quando me apaixonar, quando encontrar o verdadeiro amor. Sexo é uma coisa, beijos na boca é outra. Contou-me a Ana Sofia que a Elizabete se casou com um tipo que era mediador de seguros e que foram viver para Portimão. Não durou muito, acabou por fugir com um alemão que fazia retratos a turistas e que têm agora um turismo de natureza perto de Odeceixe. Esta última parte é mentira, não sei se a Elizabete ainda está casada com o mediador de seguros, é capaz. Mas achei que uma romântica daquele calibre merecia um fim de história melhor.
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.