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Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
Arrumam-se estantes, escolhem-se livros para dar. Só esses? Pergunta-me ele, a rir-se. Encolho os ombros. Ele sabe que eu tenho esta coisa com os livros, que lhe vou dizer mais uma vez que cada um deles tem uma história para além da que vem depois da capa. Que me consigo lembrar onde comprei cada um deles, com que idade, quem mos deu e porquê. Que gosto de retornar de tempos a tempos aos que mais me marcaram. Que os em segunda mão ainda são mais mágicos por terem pertencido a mãos que nunca conheci. E então, aqueles que não gostaste? Esses podias dá-los. E eu digo que não, que isso não faz sentido, não vais dar uma coisa que não gostas. Tens de perceber que os livros são uma espécie de registo da tua vida. Também não dás as fotografias quando achas que já olhaste o suficiente para elas, pois não? Fazem parte de ti. Regressas-lhes sempre que a memória se esbate. Os livros são a mesma coisa. Ele suspira. Já vi que vamos ter de comprar outra estante.
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