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Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
Voltávamos juntos no mesmo autocarro. Falávamos de trivialidades, riamos só porque sim. Às vezes não tínhamos nada para dizer e instalava-se aquele desconforto que o silêncio traz preso às pernas. E dizíamos coisas como, é assim, ou vai chover. Um dia ele interrompeu-me. E se formos agora calados? E se não dissermos mais nada um ao outro até chegarmos? E fomos. Até que o silêncio nos pareceu normal. Nesse dia percebi que o que não se diz por vezes tem mais força que o som avulso dos nossos medos.
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