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Do atrito e da escrita

por Cristina Nobre Soares, em 10.04.18

Penso que talvez haja uma escrita com atrito estático e uma outra com atrito cinético. A primeira é aquela que espera eternidades para começar um movimento, combatendo a custo as rugosidades dos nossos medos, vontades e desculpas débeis. A força necessária para a fazer mover ao longo de uma única linha que seja parece-nos imensa. A outra é aquela já em movimento, na qual, inexplicavelmente, tudo desliza melhor. Nela as nossas rugosidades interiores parecem tanto menores quanto maior é a velocidade a que a nossa escrita se desloca. Já nada nos detém. Qualquer superfície rugosa que tivesse havido ficou para trás. Pensar nestas coisas dá-me um estranho consolo. Daquele consolo que nos invade quando damos pelas coisas belas. E oiço o vento lá fora.

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1 comentário

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De David Marinho a 12.04.2018 às 01:30

Percebo-te. A escrita nunca é linear.

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