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Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
Cresci com os livros da Anita. Nunca fui uma grande fã dos mesmos, até porque deles, o que eu realmente gostava era das ilustrações, estas lindíssimas. As histórias, bem, as histórias, a Anita era uma menina a preceito, ela era dona de casa, ela tomava conta do irmão, ela dançava ballet, andava a cavalo, viajava de avião, tocava violoncelo, cozinhava primorosamente, tinha festas de anos a preceito, a mãe era elegantíssima e devia só ter mais uns dez anos que ela, o pai mal se via, o cão falava, o gato não me lembro. Era chata, de tão perfeita, a Anita. Pior só o Ruca, o qual eu tive de gramar à conta da minha filha. Diz que agora se chama Martine e segundo a editora porque “ chegou a altura de fazer algumas alterações na vida de uma das mais queridas figuras femininas da literatura para crianças". Pois, talvez. Mas penso que no caso da Anita, enquanto figura feminina para crianças, o nome até nem estava mal, porque convenhamos: “Martine dona de casa” dá no mesmo.
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