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Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
- Ah, eu isso também seria capaz de fazer.
- Mas não fizeste.
Pode ser um livro de 500 páginas, pode ser uma única frase que se torna a impressão digital de qualquer coisa. Não interessa. É algo que foi criado, que antes não existia, que talvez nunca existisse se não fossem as mãos e o pensamento desse tal autor. É algo que teve de ser pensado, repensado, criado, alterado, reescrito, deitado fora, vezes sem conta. Algo que demorou horas e horas de trabalho de alguém a ser criado. De trabalho. De trabalho. Que tantas vezes por não ter relógio de ponto, por não ser quantificável como um projecto de engenharia, como uma consulta de medicina, é visto eternamente como um hobbie, como uma tentação do ego, uma vaidade que se paga com elogios e palmadinhas nas costas.
Não é.
Pensemos nisto no dia do autor português. E no valor desse trabalho.
Que o respeito pelo autor e pelo seu trabalho, ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, não se mede em aplausos.
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