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Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
Pelos vistos possuo mais uma característica que causa grande maçada aos outros. Tenho hábito, perante aquelas certezas lapidares, de dizer: depende. Irrita-os, pelos vistos. Mas caríssimos, quase tudo depende mesmo. Da vida, do caminho, das paixões, religiões e quaisquer outros actos de fé. Tudo isto em infinitas combinações. A probabilidade de sabermos o que realmente se passa no avesso da pessoa é ínfima. Ninguém sabe de ninguém. Por isso, sim, depende. Porque certezas só tenho as minhas. Que, para além de serem poucas, foram alinhavadas com o tecido já posto no corpo. Não servem a mais ninguém. É isso. A vida dos outros, vestida à força, pica-nos na pele, aperta-nos, a ponto de não conseguirmos respirar em condições. Por isso sim, dependerá, sempre.
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