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Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
Há pouco trovejou. Não gosto de trovadas. Não lhes vejo a beleza épica, que algumas pessoas descrevem. Há sempre campos abertos e passeios destemidos nas histórias delas. E dizem-me, com um certo ar de triunfo, ora, não mete medo nenhum. Eu encolho os ombros e digo, a mim mete. Mas por exemplo, eu não tenho medo de ratos. Isso é diferente, respondem. Talvez. Realmente, não ter medo de ratos é uma coragem de trazer por casa, daquelas que sai à rua de bata e chinelos. Não ter medo de trovoadas é coragem que veste bem, coisa com bom corte, comprada em loja cara. Até os medos têm classes sociais.
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