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Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
Quando comecei a seguir o Delito de Opinião, tinha um blogue chamado Deserto do Mundo, do qual hoje tenho imensas saudades. Apesar de anteriormente ter tido um outro blogue, este terá sido, sem dúvida o começo de qualquer coisa que ainda não sei bem o quê. O ano de 2008, quando abri esse blogue, foi o ano em que percebi que a escrita, em mim, seria sempre mais do que um gosto de ego, um devaneio para quando não tinha mais nada de importante para fazer. A escrita era eu. Foi o ano em que morreu o meu pai, que me deixou, nas mãos, aquilo que nunca soubemos partilhar em vida. Foi o ano em que publiquei o meu primeiro, e até hoje único livro. O caminho começou, medroso, com as dores de crescimento de tudo o que é inevitável. Nele conheci a Alice Vieira, num curso de escrita criativa que ela deu, ao longo de um Janeiro e um Fevereiro excessivamente chuvosos, e com a qual aprendi que isto de pensarmos com palavras é sinal de alguma coisa realmente poderosa. O Deserto do Mundo deu lugar ao Come Chocolates, Pequena. Sim, a minha pequena confeitaria que cresceu muito mais que o tamanho das próprias portadas. Até chegar aqui, em linha muito pouco recta, que este últimos anos têm sido sinuosos. Mas nas curvas do caminho, encontram-se pessoas como o Pedro Correia, que mantém a teimosia de nos ler e ainda dizem este tipo de coisas simpáticas a nosso respeito. Tem valido a pena.
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