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Em linha recta

Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

Em linha recta

Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

Da psicologia das árvores

Cristina Nobre Soares, 09.10.17

No outro dia, explicava a alguém a diferença entre uma árvore caducifólia (que perde as folhas no Outono) e uma perene (as outras). Pensava a pessoa que as perenes nunca perdiam as folhas. Disse-lhe que não, que vão perdendo e renovando ao longo do ano. Vão-se livrando das folhas que não interessam, sem que demos por isso. Parece que estão sempre iguais, mas é uma ilusão. Talvez por isso nos pareçam mais fortes, porque nunca mudam e podemos contar sempre com sua copa para nos proteger, mesmo da chuva. As outras, as caducifólias, mudam todos os anos. Fazem-no de uma forma monumental, com uma beleza de causar inveja. Uns acham-nas vulneráveis, frágeis. Outros, admiram-lhes coragem de ficarem despidas aos nossos olhos durante meses, enquanto esperam novas folhas e nova vida, e por isso acham-nas as mais fortes. Enfim, a botânica devia ser uma disciplina da psicologia.