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Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
Nós a corrermos pela ladeira que vinha do cruzeiro, a rua de granito com os restos das ramadas do outro Domingo, as mulheres a picarem a cebola na mão, o borrego no alguidar, cordeiro de Deus, as meias a escorregarem-me pela perna, tenham juízo, olha que caem, o cheiro a canela, o pão-de-ló no prato de vidro azul, as amêndoas roladas do tacho velho, os velhos à sombra de uma árvore que me parecia igual a todas as outras, que tirais o pecado do mundo, a renda fina da melhor toalha, o cabelo a soltar-se-me dos ganchos, eu bem te disse que caías, os joelhos esfolados, as meias enfoladas por cima dos sapatos, a cara vermelha, olha-me para ti, a minha mãe zangada, isso não são preparos para o almoço, tende piedade de nós.
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