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Em linha recta

Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

Em linha recta

Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

Como se diz a um filho que ele não vai ter a mesma sorte do que nós?

Cristina Nobre Soares, 08.10.18

A minha filha diverte-se muito quando eu lhe falo dos loucos anos 80 e 90: das cassetes que se enrolavam com uma BIC, dos telefones de disco, dos Spectrum que se ligavam à televisão, do primeiro email que enviei, dos telemóveis que pesavam uma tonelada e que tinham uma antena cujo tamanho lhes deviam permitir captar vida noutros planetas.
Falo-lhe também de quando libertaram Mandela, quando caiu o muro de Berlim e a cortina de ferro, do fim da ditadura militar no Brasil. O mundo parecia um lugar possível. Era fácil acreditar no progresso. Era fácil ter esperança.
Quando termino estes relatos a minha filha costuma comentar: gostava de um dia ter também histórias destas para contar aos meus filhos. 
E eu, pensando na viragem preocupante que o mundo está a viver, calo-me. Como se diz a um filho que ele não vai ter a mesma sorte do que nós?

 

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