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Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
Às vezes, quando me apanhava tristonha, a avó da Patrícia perguntava-me, então, Cristininha, o que é isso? Eu encolhia os ombros e com um fiozinho de sorriso respondia, não é nada. E ela fazia-me uma festa na cara e dizia, não, nada nunca é. Podem é ser coisas pequenas. São coisas pequenas, que amanhã passam. E eu aprendi que os dias mais tristes, a chuva, o cinzento, as palavras que doem, as que se engolem, as que não se compreendem, só anos depois quando a gente as lembra, as zangas, os gritos, as lágrimas, os silêncios, o apartar, o fugir, as saudades são coisas pequenas. Coisas pequenas que amanhã passam.
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