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Em linha recta

Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

Em linha recta

Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

Coisas de árvores

Cristina Nobre Soares, 14.09.19

Depois de almoço, ao café, a minha amiga comentou o calor, não é normal para esta altura do ano, disse. Respondi-lhe que não, pois que não era, hoje até tinha reparado, na rua que desce junto ao parque, na quantidade de folhas castanhas no passeio. Ainda é cedo para tanta folha no chão e fugiu-me um bocadinho a conversa para a senescência das folhas. Volta e meia acontece-me, dá-me um entusiasmo que penso que já não tenho e do nada ponho-me a falar sobre árvores. Ainda no outro dia deu-me para comentar qualquer coisa, a meio de um almoço com outros amigos, sobre o abrunheiro-dos-jardins e o quão as prunóideas ficam bonitas na Primavera, por causa da floração, mas que não era a minha árvore de arruamento preferida, que gostarei sempre mais das olaias. E dos lódãos-bastardos, mas estes por me terem feito companhia durante uns bons anos durante as minhas subidas e descidas da Luís de Camões e uma pessoa afeiçoa-se à sombra de todos os dias e ao escorregar nos dias de chuva. E por causa do nome claro, lódão-bastardo é imponente, caramba. Há árvores com nomes lindíssimos. Como o carvalho negral ou pinheiro de Alepo. Disse os nomes muito devagarinho para perceberem a beleza do som. Depois, apercebendo-me da triste figura que fazia, calei-me. Não sem antes acrescentar que mesmo com um nome menos fácil de dizer a mais bonita para mim era mesmo a Gingko biloba e agora, com o Outono, ainda mais bonita fica. Essa todos conheciam.

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