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Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
Fiz um chá verde. Dantes não gostava, acho que ainda não gosto, mas fiz por me habituar, tanta coisa que uma pessoa se habitua nesta vida. Diz que faz bem à saúde, é antioxidante e tal, e o preto, especialmente o Earl Grey, que eu adoro, tira-me o sono, tanto quanto o café, diz que o verde também, mas ainda não dei por isso. As noites despertas dão cabo de mim. Invejo aquelas pessoas que dormem uma mão cheia de horas e acordam frescas como uma alface, com o raciocino lesto e simpatia a rodos. Eu, se não durmo, torno-me numa besta de cérebro dormente. Tisanas, detesto, sabem-me todas à mesma coisa, a erva seca, portanto. Há agora uns chás de hibisco que até marcham, mas com pouco entusiasmo. Mas enfim, lá fui pelo chá verde, na esperança de me tornar uma pessoa imensamente saudável e cosmopolita. Mais um bocadinho e estou tirar fotografias aos pés, esticados no sofá e calçados com meias grossas, que isto é fim de Julho, mas mais parece Fevereiro, com a chaveninha pousada nos joelhos e a publicá-las no Instagram a fazer tiradas sobre paz interior e sermos nós próprios.
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