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Caseiras

por Cristina Nobre Soares, em 13.11.18

Hoje, a caminho da padaria, reparo que a velhota que está sempre à janela do rés-do-chão, de um dos poucos prédios que há na vila, não estava lá. Fica-me só o silêncio, apenas quebrado pelo ladrar dos cães e um ou outro bater de tapete à janela e não me apetece escrever sobre isso. Paciência. A ver é se acelero o passo e me deixo de metafisicas, antes que acabem as caseiras grandes. Com sorte ainda as apanho quentes. Pão quentinho com manteiga: isso é que é serviço. E, no fundo, apetece-me é escrever sobre a cidade que já me faz falta de tanto tempo que lá não vou. Afinal, é para isso que a escrita também me serve.
(Já só havia papo-secos. Bolas.)

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