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Em linha recta

Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

Em linha recta

Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

Carneiros e cigarras

Cristina Nobre Soares, 29.08.17

Uma vez, no livro da 3ª classe, lemos um texto sobre um menino que não conseguia dormir. O menino experimentava uma série de coisas que a mãe lhe sugeria, mas o sono não vinha. A última sugestão que a mãe lhe deu foi que contasse carneiros. Mas, enquanto contava carneiros, o menino começou a ouvir as cigarras*  e outros sons da noite. Adormeceu. Tal como em todos os textos tínhamos de responder a perguntas de interpretação. Uma delas era: O que é que fez com que o menino adormecesse? E eu respondi: o som da cigarra e a noite a chegar. A minha professora disse que a resposta estava errada, que não era nada disso, que o menino tinha adormecido por contar carneiros. Eu achei que ela não estava a ver bem o filme, e dessa vez disse, alto e bom som: não acho. E expliquei porquê. Com alguma paciência a minha professora lá tentou explicar o porquê dela. E perguntou-me, percebeste agora? E eu respondi baixinho, percebi, mas continuo a achar que foram as cigarras. Nunca soube se tinha razão. E sinceramente nem é isso que interessa desta história toda. Aliás, raramente o ter razão é o que mais me interessa em qualquer história. O que me interessa é tentar perceber porque é que onde uns vêem carneiros outros só ouvem cigarras. Isso sim, vale a pena.

 

*que afinal deviam ser ralos ou grilos

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