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Em linha recta

Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

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Bolo de ananás e caramelo

Cristina Nobre Soares, 18.03.18

Hoje, era para fazer um bolo de arroz. Numa forma grande e com uma espessa carapaça de açúcar cristalizado por cima. Que era o que eu comia, a base, geralmente esturricada, deixava-a no prato, escondida por debaixo de guardanapos de papel para que não dessem por isso. Mas mudei de ideias. Resolvi fazer um bolo de ananás. Daqueles que se põe o ananás e caramelo a forrar a forma. Gostava muito que a minha mãe fizesse este bolo. Foi uma grande amiga quem lhe deu a receita. Deu a receita à minha mãe e a mim, depois de morrer, deu-me o segundo nome. Mais tarde aprendi a fazer o bolo e fazia-o para o lanche de Sexta-feira, quando a minha melhor amiga voltava do colégio de Odivelas. Comíamos bolo de ananás e caramelo, bebíamos leite com Nesquik, não levem a comida para o quarto, olha a carpete, mas levávamos, passávamos o resto da tarde a trocar confidências e a fazer planos para quando fôssemos crescidas. E ser crescida era um sítio tão longe que quase acreditávamos que tudo duraria para sempre, que talvez fôssemos imortais. Hoje, fiz um bolo de ananás e caramelo. Talvez um dia a minha filha o faça para uma amiga ou, quem sabe, lhe dê a receita.

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