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Às vezes sinto falta do tempo em que éramos apenas bem-educados, cordiais uns com os outros. Quando não havia esta necessidade de sermos muito empáticos, de olharmos nos olhos, sem nunca fugir com a cara, de nos identificarmos muito, de sermos muito despidos, ou até mesmo nus, absolutamente familiares, conhecidos de há muito, mesmo que tenha sido só de agora. A distância inicial é condição necessária à aproximação. Sem essa distância (nem precisa de ser muito grande, e, por favor, não confundir com frieza, que é uma coisa muito diferente e muito triste) não temos como nos aproximar. É um espaço pequenino onde passa um tempo mais lento, muito nosso, que serve para observarmos, medirmos, escolhermos palavras. Para sentirmos o cheiro, o território. E vamo-nos chegando devagarinho, quase sem darmos por isso. Ou não. Ou simplesmente percebermos que não é para nós. Simplesmente vamos embora, seguimos caminho, sem desilusões ou outros cansaços.

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2 comentários

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De Ana Silva a 03.04.2018 às 09:55

Faz-me bem ler estes posts. Mas tem de ser aqui. No blogue.



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De David Marinho a 04.04.2018 às 13:31

Tudo é fugaz hoje em dia, por isso apressam-se as coisas...

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