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Alfarrabistas

por Cristina Nobre Soares, em 09.09.18

Restos de armazém, bibliotecas inteiras que deixaram de ter espaço ou sentido na casa de alguém, livros com as páginas ainda por abrir, outros com as páginas a separarem-se de tanto uso, capas amareladas pela luz, folhas com cheiro a bafio e escuridão, primeiras páginas dedicadas a alguém, para ti, meu amor, do pai que te estima, a lembrar o teu aniversário, ou apenas o nome do antigo dono. Páginas anotadas, frases sublinhadas que não fazem sentido para mais ninguém. Autores que não se venderam, ou que se venderam mas que por alguma razão se esqueceram, autores injustiçados, outros justamente desaparecidos. Às vezes, entro nos alfarrabistas e não compro nada. Fico só a ver os livros e a pensar nisto. Entro só para poder pensar nisto.

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1 comentário

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De Anónimo a 13.09.2018 às 23:33

Esse prazer - o prazer de entrar num alfarrabista ou numa biblioteca - e ter prazer a olhar os livros, simplesmente olhar, é algo que que poucos conhecem. Para mim, é sinónimo de paz, sossego e quietude.

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