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Em linha recta

Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

Em linha recta

Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

A morte mata mais a quem cá fica

Cristina Nobre Soares, 06.03.20

Quando alguém importante, o qual por algum acaso se tenha cruzado na nossa vida, morre, há uma grande tentação de nos apropriamos dele. De tal forma que alguns epitáfios, com facilidade, deixam de ser sobre o morto, mas sim sobre nós. Sobre aquela vez em que almoçámos juntos, aquela vez em que o falecido nos fez um elogio ou nos disse algo inspirador, ou simplesmente lembrar o quão próximos e íntimos éramos de tal personagem. Acaba por não ser bem uma lembrança do morto, mas mais um pretexto para falarmos de nós, que afinal ainda aqui estamos.
A morte mata mais quem cá fica, ouvi uma vez num velório. A pessoa, uma mulher que tinha por hábito ir a todos os velórios, mesmo que não conhecesse o morto, repetia isto sempre que dava os pêsames a alguém da família mais próxima. Não sei se a morte mata mais quem cá fica (embora haja lutos que nos definham), mas que há mortes que parecem justificar quem aqui anda, isso, às vezes, parecem.

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