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Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
A minha mãe fez-me um vestido de tricot, com perneiras a condizer. Azul, que eu queria sempre tudo em azul. Entrei na cozinha, onde ela preparava o lanche para a festa e lamentei estar a chover, assim não podemos ir brincar para rua, não gosto de fazer anos no Inverno. Deixa lá, disse a minha mãe, na tua terra agora é Verão. Eu olhei pela janela e mais uma vez tentei imaginar esse sítio mágico, uma terra que era mais dos outros do que minha, onde as estações do ano eram diferentes. Porque é que não voltamos para lá? Não me respondei. Nunca me respondiam. E eu olhei de nova pela janela e pensei que a chuva mais miudinha era aquela que chovia dentro dos crescidos.
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