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Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
Gostava mais quando escrevias histórias no teu blogue. Mas o que eu lá escrevo de certa forma também são histórias. Dos meus dias, coisas que eu vou vendo e que eu penso. Não, estou falar daquelas com personagens e tudo. Mas essas histórias que eu criava eram fruto também destas coisas que eu vou observando. Mas eram mais giras de ler. Olha, como aquele blogue que tinhas, de receitas. Bem giro. Uma vez fiz umas bolachas de lá. E eu penso, esta conversa dava um bom texto.
É morna e de certa forma reconfortante, esta ilusão de extensão do tempo que os dias mais longos nos dão. Vais ler esse livro outra vez? Pergunta-me ele Sim. O regresso aos livros que já lemos é uma espécie de solstício de Verão.
A paciência não é uma das minhas virtudes. Não é. A pouca que tenho é resultado de um exercício racional, chamado respirar fundo, e que felizmente tem melhorado com a idade. Custa-me a espera, pois é uma espécie de suspensão de tempo, na qual apenas moram as nossas conjecturas e ilusões. E estas são donas de fortes raízes aéreas, com uma tenacidade fora de série, incapazes depois de ceder à realidade, por maior que seja a tensão que esta lhes coloque. Talvez por isso eu seja impaciente, por nos saber criaturas friáveis, facilmente reduzíveis a pó, quando despertamos. E hoje, no dia em que parece que o tempo ganhou mais uma parte de segundo, penso que a espera será sempre uma forma inútil de tentar comprimir a expansão do tempo que nos habita.
A crise na Grécia é um ponto de não retorno. Algo mudará profundamente na Europa como a conhecemos. Ainda assim fazemos de conta que não é nada connosco. Nunca o é, é sempre assunto dos "outros". A nós, só nos diz respeito a nossa vidinha, que o Verão está aí. Os Invernos, esses, pelo contrário, estarão sempre distantes.
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